Braid, Closer to Closed, uma ótima surpresa em 2011

Os balzaquianos do Braid, unidos em 93 com a proposta de reverberar o que conhecemos hoje em dia por “emo anos 90“, estão de volta!!!

Enfim, rotular é preciso, rotular, rotular e rotular… para que seja possível pontuar o que ao meu ver, desde 93 ainda não foi superado… quiçá, alguém vai empatar… [risos…]

Por ironia do destino, sorte dos fãs ou simplesmente pela monotonia que pairava no céu de Illinois, Bob Nanna e sua rapaziada decidiram então em 2011 lançarem um material inédito, o EP entitulado “Closer to Closed“, contendo três faixas inéditas e uma cover de Jeff Hanson’s.

A mixagem ficou à cargo de J. Robbins, isso mesmo, o mesmo mentor do consagrado “Frame and Canvas“, que contém uma dúzia de rosas e outras canções que marcaram uma cena…

O abre-alas de “Closer to Closed” é a canção “The Right Time“, cantada pelo Geddy Lee, ops… digo, pelo Chris Broach (o timbre do vocal remete de maneira honrosa ao Rush) e inicia-se assim: “Keep it in a small compartment in the back of your apartment. Keep it locked and keep it hidden from view“… a mistura sonora dessa mais happy-pop-push-song prepara o terreno para o que há de vir… Mister Broach surpreendeu-me!!!

Em “Do Over“, a segunda faixa, Bob Nanna além de encher o pulmão antes de soltar a primer frase (o microfone capturou muito bem essa primeira respiração…) encarna aos exatos 02:25′ a melhor bridge de todos os tempos da última semana… sincera e viciante, confesso ter ouvido exaustivas vezes, não é Zé? [risos…]

Não achei a letra na internet e meu vinil ainda não chegou, sendo assim, o plano B foi colocar o fone de ouvido e muita atenção para notar o que Mister Nanna atestou nessa bridge… que é chegada a hora do basta… “now is the part that I break you heart, now is the part that I break you heart, it’s the part that I break some hearts… so…

A terceira faixa, é a cover mencionada anteriormente… “You’re the Reason” soa como uma homenagem, pouca modificação na estrutura original da canção, um piano engrossa o caldo e notamos ao longo da canção o que chamamos de dosagem braidiana, vale a pena tirar a prova dos nove, ouvindo também a versão original.

Encerrando esse EP, ouvimos a quarta faixa, “Universe or Worse“, aqui vale a pena uma confissão [risos…] à caminho do El Rocha, e em plena Marginal Tietê, o primeiro riff dessa canção nos fez cantarolar repetidas vezes “É Bob Nanna! É Bob Nanna! É Bob Nanna! É Bob Nanna!”… besteira nossa, mas isso grudou na cabeça de tal forma… e até hoje em dia, quando aperto o play, me pego cantarolando isso! [risos…]

Por hoje é só pessoal…

Curiosidades:

– Assistam a “vídeo-aula” feita pelo Mister Nanna da canção mais marcante do consagrado “Frame and Canvas“:

– Com essas dicas, melhoraremos a homenagem feita ao vivo no Divina Comédia:

– Maiores informações sobre o EP do Braid: http://www.polyvinylrecords.com/store/index.php?id=1838

****
Postado por Rodrigo Giometti

Prelúdio, faixa à faixa, por Fabio Zelenski

Este “faixa à faixa” foi feita pelo nosso amigo Fabio Zelenski,
e postado originalmente no seu Blog “Café & Vitrolas

Segue o texto na íntegra,

Valeu Zelenski! 😉

***

A demo O Último trem para a cidade das desilusões, do Stereomotive, é um material ótimo, entretanto, raro. Na entrevista que fiz com os caras, falaram que, se a gravação tivesse ficado mais profissional, teriam divulgado mais.

Enfim, na minha opinião é uma ótima demo, com ótimas músicas.

Além da demo, há o ótimo EP Prelúdio a uma nova concepção aestética, que só tem um defeito: ser composto apenas por quatro músicas. O EP foi muito divulgado e tocado na época.

Assim, preparando para o show que haverá em breve [N.do E.: no caso o show aconteceu dia 20 de julho do 2011 ], vamos falar um pouco sobre cada faixa.

Eu só queria dizer que…

A bela instrumental abre o EP (e se bem me lembro, abria os shows também). É uma ótima forma de preparar os ouvidos e o coração para o que está por vir. A música conta com um belo violoncelo, que ajuda a dar peso e emoção à música.

Tantas mentiras perfeitas

Tantas mentiras perfeitas tem quase a mesma levada que Eu só queria dizer que…, mas agora com o vocal do Ronaldo cantando uma bela letra, que representa bem a época do hardcore melódico de qualidade. “Se eu pudesse gritar, juro eu te chamaria. Mas se só pudesse dizer uma única palavra, eu diria solidão. “. Demais. O final fica mais pesado, propício a bate-cabeça. É um convite.

Direito à Vingança

É o hit do Prelúdio. Não saberia dizer quantas vezes eu já ouvi essa música e quantas vezes já coloquei na pista, nas noites da Divina Comédia. Direito à Vingança é o climax do EP, com uma letra sincera e direta, sem metáforas, e um instrumental pra lá de emocionante. É pra cantar junto.

O Eterno Retorno do Mesmo

Fechando o EP, O Eterno Retorno do Mesmo tem uma levada mais lenta mas não menos potente/emocionante. A música segue lenta e vai ganhando peso, e, como em Direito à Vingança, possui uma letra/apelo simples e direto: “Eu quero que você morra em mim”, que é expulso aos gritos da banda. Essa música também conta com o violoncelo, pra deixar mais bonito ainda.

Enfim, Prelúdio a uma nova concepção aestética (que pode ser baixado via Trama Virtual) é uma marco na cena indie da Região.

***

Por Fabio Zelenski, ao som de Sufjan Stevens.

Siga @cafeevitrolas

EP “Prelúdio à uma nova concepção aestética”

Escute na integra nosso EP “Prelúdio a uma nova concepção aestética” no TramaVirtual:

Stereomotive, Prelúdio a uma nova concepção aestética, EP, 2005

Stereomotive, Prelúdio a uma nova concepção aestética, EP, 2005

>> Stereomotive, Prelúdio à uma nova concepção aestética, no Trama Virtual

Este EP contém 4 músicas que gravamos entre 2004 e 2005, as quais ainda gosto muito (algumas delas talvez sejam incluídas no nosso próximo álbum, remasterizadas).  As gravações foram no estúdio El Rocha, com o Fernando Sanches na parte técnica, Hendi do Carmo na produção, com participações de Luiz Barretto nos backing vocals e Clayton Fernandes no violoncelo.

15 minutos de puro rock! Escutem aí!

Novo álbum do Stereomotive a caminho

As gravações do nosso novo álbum estão correndo muito bem…

Como sempre o Fernando tem dado uma força muito grande. Os timbres de guitarra, baixo e bateria estão fantásticos… Já perdi a conta de quantos amps a gente já usou… Que me recordo foram 2 Fender pra guitarras limpas; Orange, Trinity, Hiwatt and Marshall nas guitarras distorcidas; um Ampeg sensacional no baixo, fora os pedais…

Seguem alguns teasers da primeira sessão…
Em breve vou postar mais detalhes sobre os equipamentos que estamos usando, músicas que estamos gravando, algumas referencias, o que estivemos ouvindo, e muito mais…

Sessão 1, parte 1:

Sessão 1, parte 2:

Sessão 1, parte 3:

%d blogueiros gostam disto: